Meus pecados a mim interessam.
Produtos de mim ou eu deles,
convivemos em pequena paz.
Pequena porque não cessam,
escondem-se sob as minhas peles,
tornando-me sábio ou incapaz.
Somos cargas magnéticas inversas,
tão necessários um ao oposto,
que sem eles sou nada, nulo.
E por mais que hajam ruas perversas,
a caminhada pecaminosa dá gosto,
por ser da experiência o veículo.
Os pecados não possuem um fim,
vivem por ai, dentro de mim,
me tornando maior e tacanho,
alegre, algoz, triste ou estranho.
Mesmo que fosse pecado-virtude,
de fora ninguém veria a plenitude.
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