sexta-feira, 18 de julho de 2014

Dreams

Estivera sentado à beira do rio,
o chão era quente, o céu era frio.
Só se ouvia a água e seu chiar.
Parecia que estava a sonhar.
Poderia ser tudo idealização,
da cor do céu ao cheiro do chão.
Pra ele estava tudo tão bom,
que nada macularia o frisson.
Que fosse a vida um sonho,
um verso d'um deus risonho;
Fosse flor de verão,
fosse inútil invenção.
Viver, mesmo na imaginação,
os ternos dias da estação,
era uma dádiva do universo,
mesmo sendo só um verso.

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