Amanheceu, e ainda é inverno.
O céu, meu teto de alabastro,
está impecável e sem rastro
daquele sol outrora eterno.
Já não me lembro do dia terno,
com a qual respirava brandamente.
Agora o desassossego é reincidente,
minha ilusão é chão qual hiberno.
Nada há que afaste a sensação,
de que afogado estou no deserto.
Embora o meu seja mundo-cão,
me apego em mim, me descoberto,
e enquanto afogo na ilusão,
espero no inverno o sol do verão.
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