Eu brincava de criar ilusões.
Fantasiava o mundo em cores.
O mundo era sem paixões,
enquanto eu era só dores.
Não desdenhava os incolores,
éramos, no fundo, bem parecidos,
eles não viam a beleza das flores,
e eu não via muitos sentidos.
Eu brincava de criar ilusões,
e fingia que o mundo era colorido,
no ápice das minhas paixões,
eu fingia que não era um fingido,
e com os pés coloria o mundo,
e com as mãos apagava o fundo.
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