segunda-feira, 14 de abril de 2014
Gim ou decadência
Um bar escuro, um solo de guitarra, uma dose de gim. Já bêbada, tentava se equilibrar com (ainda mais) dificuldade em cima do salto 15, os olhos já estavam borrados e fundos e a articulação de palavras era difícil como se estivesse aprendendo a falar. Desejava de todo o coração esquecer das horas anteriores, do beijo amargo, do puxão no braço, do pedido de desculpas, das lágrimas, do gim, do menino que beijou sem nem ver... tudo escureceu, afogou-se em uma poça de vômito ou de sua própria dignidade ao chão.
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