domingo, 13 de dezembro de 2020
Perdido
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
Eu sou
a água que corre
o ar que alaga,
a lua que apaga.
a terra sem chão,
a céu da idade,
o tempo-cidade.
Eu sou a luz,
o fio de rumo
a estrela pendente
a vida cadente!
A eternidade ausente,
O fim do nada,
E tudo em si!
e não há nada,
além de mim,
que não seja você!
sábado, 8 de agosto de 2020
Exausto
Teto tem sentimentos? A cor parece desbotar como quando a terra era um deserto de vida! O que é vida?! Nada faz sentido. Esse teto. Como ele se sente sendo útil, sabendo sua utilidade para a existência de outras “coisas”. O peixe deve saber. Aquela vez ele sorriu pra mim, eu sei que sim. Senti o cheiro mesmo mergulhando em suas lágrimas. Será que we somos inteligentes a ponto de compreender o sentimento das coisas? A corda bamba pode não gostar da sua utilidade. O teto! Aquela aranha no canto tocando sua vida. Uma existência ativa e pacífica. Deveria perguntar sobre o Deus dela. Deve estar cansada dessas coisas sem sentido. Que sentido?! O teto é uma realidade. Estou deitado?! Quero estar. O rio que passa na cidade tem cheiro de vidas passadas e ninguém se pergunta o que isso quer dizer. Alguém pode estar vivo e pouco se importando com todo esse rolo. O que o monge faz? O teto continua sem responder. Eu deveria gritar, talvez ele seja surdo! Se eu tocar. Beethoven deveria entender o som do mar, a coisa toda dos sons intransmissíveis. O som do peso da vida. O teto tem olho? Olho que vê? Olho que cheira? Olho que ouve? A cor parece desbotada e sem existência. Desbotado! Quem inventou isso (des-bo-tar. Eu desboto!? Minhas botas são parte da poeira que elas carregam e há uma circunstância extrema entre fingir ser bota e poeira? Confuso! O teto me dá sono!