Era tudo escuro. Tão escuro e de tal modo escuro que ele sequer podia ver a si mesmo. A escuridão contaminava cada célula de seu corpo e cada pensamento de sua mente. Ele não queria pensar naquilo, mas era inevitável. Viver a escuridão era inevitável, uma vez nela.
Havia algo estranho.
Havia alguma coisa
que soava diferente naquela escuridão.
E era só isso, escuridão até o fim dos dias.
A escuridão não precisa de explicações,
pois era o que era sem nada além ou aquém.
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