De manhã Marcela chovia. Se arrastava até o trabalho com uma falta de esperança digna de fazer uma criança desejar voltar instantaneamente ao ventre materno por entender que a humanidade está mesmo perdida. Ao passar do dia Marcela ia ensolarando, um sorriso brotava e uma pequena luz de esperança vaga e boba acendia seu olhar. Aos sábados, Marcela brilhava no esplendor da noite pra depois, florescer nas manhãs de domingo. E todos os dias, Marcela era meu amor.
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