Ela tinha uma conexão com a chuva. Sentia que a chuva realmente lavava sua alma e tinha uma conexão íntima consigo. Podia ser, quem sabe, a natureza dela se conectando com a do universo. Algum tipo profundo de serenidade que, através do esquecimento de tudo, as coisas se tornassem mais simples do que eram. Ela não sabia explicar, e não queria. Gostava da sensação de acolhimento, amor e afeto que a chuva lhe proporcionava. Quando, já bem velha, ela se deparou com uma chuva deliciosa e insistente, ela se deu conta de si e virou chuva.
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