Ele era um homem comum. Desses que a gente vê em todas as esquinas de todas as cidades. Nasceu ouvindo do pai "Engole esse choro, moleque de merda. Homem que é homem não chora.", a mãe nunca o deixou lavar uma louça, até porque, se fizesse isso, levava safanão do pai quando este chegava tarde da noite embriagado.
Nisso, tornou-se o mesmo homem que odiava tanto quando criança, tornou-se o único homem que sabia ser, já tinha entendido que era um "homem de merda" e assim perpetuava essa herança maldita gritando com o filho, batendo na mulher, embriagando-se, cantando as meninas pelo caminho.
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