quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Buracos

Desde criança era dona de uma timidez absurda. Na escola sonhava pelo dia em que um buraco apareceria embaixo de sua cadeira para poder se esconder toda vez que a professora chamava seu nome, mal brincava com os coleguinhas e vivia meio pelos cantos desejando ser invisível. Cresceu e parece que o diacho da timidez cresceu com ela: continuava sonhando com um buraco onde pudesse se esconder.
E de tantos buracos desejados, um dia conheceu um que era seu e que ela nunca quis ter: um bem no meio do coração criado por um amor platônico, o qual ela preferia morrer a contar que sentia.

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