terça-feira, 4 de novembro de 2014
Nasceu num dia cinza. Talvez por esse motivo a única pessoa que compareceu ao seu nascimento foi sua própria mãe e um médico mal humorado e com pressa. Naquele dia, contam, choveu que parecia que o mundo inteiro viraria um imenso oceano. Não virou, mas tanta água dos céus criou naquela criança um amor pela solidão e pela chuva. Cresceu ouvindo que era estranha e até concordava por falta de opção melhor para lidar com as pessoas. E nos dias cinzas, sozinha no quarto, viajava para mundos distantes na imaginação e era lá que verdadeiramente habitava.
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