terça-feira, 4 de novembro de 2014
A fuga
Os joelhos já doíam imensamente quando teve coragem de parar e olhar para trás. Ofegante e suado, havia corrido por horas por caminhos que mal teve tempo de ver. Sangrava das pedras que lhe derrubaram, tremia de um medo tão puro, tinha os olhos parados e secos. Chegara a algum lugar desconhecido e olhava em volta para ter certeza de que o agente causador de tamanho pânico não estava mais lhe seguindo. Foi quando, em um suspiro profundo de dor, deu-se conta de que nunca estaria liberto dessa perseguição e, em prantos, admitiu que não podia mais fugir de si mesmo.
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