sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Ciúmes
Acordou, mas não abriu os olhos. O corpo pesava mais que uma tonelada, os olhos pareciam colados, a consciência lhe devorava a alma e as entranhas. Lembranças vorazes da noite anterior voltavam a sua mente com uma rapidez que lhe nauseava, ainda podia sentir o cheiro do sangue fresco jorrando, a sensação de poder e coragem absoluta que sentiu na primeira punhalada que desferiu, ainda ouvia o grito seco de dor dela, ainda lembrava-se de como ficou linda, pálida e pintada de vermelho no chão. A imagem de Maria fria no chão lhe causava sensações extremas: ódio por matar seu amor e alívio por saber que ela seria para sempre apenas dele.
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