Teto tem sentimentos? A cor parece desbotar como quando a terra era um deserto de vida! O que é vida?! Nada faz sentido. Esse teto. Como ele se sente sendo útil, sabendo sua utilidade para a existência de outras “coisas”. O peixe deve saber. Aquela vez ele sorriu pra mim, eu sei que sim. Senti o cheiro mesmo mergulhando em suas lágrimas. Será que we somos inteligentes a ponto de compreender o sentimento das coisas? A corda bamba pode não gostar da sua utilidade. O teto! Aquela aranha no canto tocando sua vida. Uma existência ativa e pacífica. Deveria perguntar sobre o Deus dela. Deve estar cansada dessas coisas sem sentido. Que sentido?! O teto é uma realidade. Estou deitado?! Quero estar. O rio que passa na cidade tem cheiro de vidas passadas e ninguém se pergunta o que isso quer dizer. Alguém pode estar vivo e pouco se importando com todo esse rolo. O que o monge faz? O teto continua sem responder. Eu deveria gritar, talvez ele seja surdo! Se eu tocar. Beethoven deveria entender o som do mar, a coisa toda dos sons intransmissíveis. O som do peso da vida. O teto tem olho? Olho que vê? Olho que cheira? Olho que ouve? A cor parece desbotada e sem existência. Desbotado! Quem inventou isso (des-bo-tar. Eu desboto!? Minhas botas são parte da poeira que elas carregam e há uma circunstância extrema entre fingir ser bota e poeira? Confuso! O teto me dá sono!
sábado, 8 de agosto de 2020
terça-feira, 14 de julho de 2020
Esquecimento
- o quê? (uma vez pergunta).
Fico em silêncio.
Novo dia
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
Escuridão
Era tudo escuro. Tão escuro e de tal modo escuro que ele sequer podia ver a si mesmo. A escuridão contaminava cada célula de seu corpo e cada pensamento de sua mente. Ele não queria pensar naquilo, mas era inevitável. Viver a escuridão era inevitável, uma vez nela.
Havia algo estranho.
Havia alguma coisa
que soava diferente naquela escuridão.
E era só isso, escuridão até o fim dos dias.
A escuridão não precisa de explicações,
pois era o que era sem nada além ou aquém.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
A promessa
Início do século dezenove. A estória se passa numa sociedade em que o beijo é proibido, ou melhor, considerado crime. Beijar é crime punido severamente. O enredo é sobre uma moça que tenta entender e experimentar o beijo. Uma amiga promete que a ajudará a beijar. Num encontro secreto (realizado com amantes clandestinos), em que a personagem realizaria seu desejo de ser beijada, a polícia descobre-a. Há perseguição às duas amigas. A personagem principal acaba sendo atropelada e, antes de morrer, fala que a amiga não poderá cumprir a promessa feita. (Toda trama era acompanhada por jornalistas fotográficos que registravam cada detalhe da ocorrência) Então... para cumprir a promessa feita, a amiga - na frente de todos, inclusive dos policiais - beija a personagem principal antes de ela morrer.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Amadurecer
O que é aquela manga? Madura! Aguardando o destino. O desprender. O chão. Aguardando a realidade que é sentir o golpe de cair e não ter ninguém no fim da linha. A vida é um processo de amadurecimento e queda. Uma vez amadurecido não haverá proteção. E a queda... ah! a queda... é inevitável. No fim o chão... ele é igual para todos!
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
o Fim!
Minha vocação era amar,
[e eu não sabia.
Amando eu era alguém,
[e só amando eu sorria.
E quando a noite vã
[por vezes me invadia,
Amar era tudo,
[e eu me soia!
Por que esse era o fim,
[quando o fim não existia.
[e eu não sabia.
Amando eu era alguém,
[e só amando eu sorria.
E quando a noite vã
[por vezes me invadia,
Amar era tudo,
[e eu me soia!
Por que esse era o fim,
[quando o fim não existia.
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