quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Estrelas

Havia na noite estrelada algo que sempre o fazia chorar. Deitado na grama, escondido no fundo do quintal, com os grandes olhos cheios de lágrimas que escorriam e juntavam-se ao orvalho da noite, chorava como criança indefesa.
Não sabia ao certo o motivo do choro; talvez fosse porque as estrelas lembravam o açúcar sobre os sonhos de doce de leite que ela fazia para comemorar o aniversário de namoro, talvez porque elas lembravam as sardas do rosto dela, talvez porque em cada constelação só o rosto dela havia.
Mas de algo tinha plena certeza: ela foi, o amor e as estrelas ficaram.

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