O céu brilhava,
mas não havia alegria.
Choro se ouvia.
O céu brilhava,
mas não era nenhum rojão.
Morte de peão.
O céu brilhava,
e um povo rezava.
Outro gozava.
terça-feira, 29 de julho de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
sábado, 26 de julho de 2014
Brincando
Eu brincava de criar ilusões.
Fantasiava o mundo em cores.
O mundo era sem paixões,
enquanto eu era só dores.
Não desdenhava os incolores,
éramos, no fundo, bem parecidos,
eles não viam a beleza das flores,
e eu não via muitos sentidos.
Eu brincava de criar ilusões,
e fingia que o mundo era colorido,
no ápice das minhas paixões,
eu fingia que não era um fingido,
e com os pés coloria o mundo,
e com as mãos apagava o fundo.
Fantasiava o mundo em cores.
O mundo era sem paixões,
enquanto eu era só dores.
Não desdenhava os incolores,
éramos, no fundo, bem parecidos,
eles não viam a beleza das flores,
e eu não via muitos sentidos.
Eu brincava de criar ilusões,
e fingia que o mundo era colorido,
no ápice das minhas paixões,
eu fingia que não era um fingido,
e com os pés coloria o mundo,
e com as mãos apagava o fundo.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Fora
Às vezes eu acordo sem destino,
e sou menino.
Às vezes eu acordo meio oculto,
e sou homem adulto.
Às vezes nem acordo,
mas estou à bordo.
A vida subsiste,
sem muita intromissão
no barco em que estamos.
Dentro tudo existe,
fora dele é só escuridão,
nada somos, nos amiudamos.
e sou menino.
Às vezes eu acordo meio oculto,
e sou homem adulto.
Às vezes nem acordo,
mas estou à bordo.
A vida subsiste,
sem muita intromissão
no barco em que estamos.
Dentro tudo existe,
fora dele é só escuridão,
nada somos, nos amiudamos.
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