Estava escuro. Tão escuro que ele podia ver tudo. Podia ver coisas que jamais poderia ver com os olhos abertos. As sensações eram maiores e mais intensas. Podia ver tão bem que, às vezes, o ver transformava-se em sentir. O ver verdadeiro fazia seu coração bater mais forte. Queria ver tudo o que sempre negligenciara, especialmente o infinito interior. Passou muito tempo na escuridão. Absorveu-a para além de seus olhos. Encheu-se dela, e um dia, frio talvez, sentiu falta das sombras!
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