sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Contemplação

Sentou-se em uma cadeira e debruçou a cabeça sobre o corpo. Alisava sua barba, enquanto algumas lágrimas a remetia ao passado longínquo. O rosto já deformado pela tragedia enegrecia o ambiente. A vida ali se desfazia. O sofrimento era um álbum de recordações. E como se o tempo parasse, sentia-se a tristeza e o regozijo de tudo que vivenciaram. O tempo parou ali, enquanto o corpo era velado. A morte levava a alma, e ninguém tinha mais tempo para pensar na vida. Só o tempo diria se a vida ou a morte merecia mais atenção. Naquele instante, entre a vida e a morte, o tempo não tinha razão. Não existia tempo!

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