sexta-feira, 24 de julho de 2015
Agonia
Acalma-te. O tempo cura tudo! Ouvia isso de si para si. Não curava. Algumas feridas eram perpétuas, pensava. Eram tão profundas que transcendiam. A alma sofria. A quê deveria recorrer? Não recorria. Deixava estar. Só a morte cuidaria, e essa realmente cuidava de tudo. Enegrecia a vida. Queria estar errado quanto a isso, mas era racional demais pra procurar provas onde não haviam sequer ilusões. Não era de esperar. Nem a morte. Um duelo. Estava doente, estava ínfimo, estava perdido. Já não renascia junto com as máscaras. Queria morrer, queria curar. Queria conceber uma vida verdadeira, ou se tornar a própria ferida, e ser a causa. Entretanto, a vida e a morte ninguém escolhe, e ele sabia disso!
sábado, 18 de julho de 2015
Realidades adversas
As máximas eram como lembranças não vividas. Olhava o céu e tentava se ver além dos trovões. A calda aquática era como sua infância. Esquecia-se nos pés suados de lama. Permanecia. Queria ser mais que propósitos ouvidos numa desconcertada alegoria de pássaros. Era trovão, mas silencioso como as máximas que cantarolavam os pecadores impecáveis. Se deixava ser, a não ser que houvesse em si uma mentira verdadeira que precisasse evoluir para fantasmas.
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