quarta-feira, 24 de junho de 2015

Entregas

E naqueles dias cinzas, amava com o coração cheio. Cheio de cinza, cheio de amor, cheio de não estar sozinho como o velho guarda-chuva que alguém esqueceu por não ter mais medo da chuva.
Apreciava cada pingo de chuva como se fosse calda de caramelo ou algum outro doce igualmente saboroso. Era livre enquanto andava pela chuva, era livre enquanto a olhava pela vidraça e prometia todo o seu coração molhado.
Não tinha mais medo nem da vida, nem da morte, entregou-se: a chuva, ao cinza, ao amor, a ela...

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