sexta-feira, 2 de junho de 2017

O cineasta

Eu costumava viajar em ideias abstratas. Costumava ver o céu noturno com olhos de Gogh. Eu costumava pensar sobre as propriedades terapêuticas de tudo que eu não fazia. A simplicidade de tudo que me fazia falta. O universo imergido nas nuances, as crostas de ilusões e predileções imperfeitas. Eu costumava ser mais que um filme. Hoje sou apenas mais um cineasta frustrado que assiste sua própria história não ser contada a ninguém em uma tela em preto e branco e filme 35mm.