Eu repito os dias,
que se repete a si.
Repetidos somos
partes do que não
somos, e não somos
mais o que éramos.
Dias, noites, eu...
Repetidos perdemos
o todo, e nada somos.
Eu perdi, você perde,
ele perdeu!
Repetidos murchamos
no tempo da insignificância,
repetindo em abundância.
Repetidos descontinuamos.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Naufrágio
De encontro à parede!
Naufragando, temendo se afogar.
A vida é esse fogo que queima
e cura, mata e revigora.
Estão naufragando, sem saber.
Estão perdidos no meio do
nada. Nada. Nadem.
Não. Sair do ponto é crucial.
Queima, às vezes, fica cru,
é recuo do naufrágio.
Afundar? Para o nada?
O mar leva, traz, balança...
Amar também...
Naufrágios nos revigoram,
desde que deixemos as paredes,
os muros e os afogamentos.
Naufrágios nos recuperam,
na era em que se afogar é o mar
em que queremos morar.
Naufragando, temendo se afogar.
A vida é esse fogo que queima
e cura, mata e revigora.
Estão naufragando, sem saber.
Estão perdidos no meio do
nada. Nada. Nadem.
Não. Sair do ponto é crucial.
Queima, às vezes, fica cru,
é recuo do naufrágio.
Afundar? Para o nada?
O mar leva, traz, balança...
Amar também...
Naufrágios nos revigoram,
desde que deixemos as paredes,
os muros e os afogamentos.
Naufrágios nos recuperam,
na era em que se afogar é o mar
em que queremos morar.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Esquecimento
Não há já aquele descontentamento,
pueril regozijo, ócio das coisas pequenas,
andar sem destino, procrastinar, viver
a boêmia insólita d'um bairro decadente.
Não se vê o pequeno no pensamento,
apenas ilusões dezenas, centenas...
Talvez até milhares, até doer.
Ninguém esquece o presente,
e deveriam, pois há sentimento
nos crimes, como há nas penas,
embora seja difícil entender
tudo o que aqui é existente.
Por que não esquecer o momento?
Ou lembrá-lo como é apenas?
Esquecer de viver e de morrer,
e no esquecimento resistente
esquecer que não há comportamento
que seja apto a todas as cenas
da vida em seu pleno amadurecer,
não há! Não há viver permanente.
Só esquecendo o conglobamento
de emoções virtuosas e profanas,
que eclodem a cada amanhecer,
para morrer e viver impubescente.
pueril regozijo, ócio das coisas pequenas,
andar sem destino, procrastinar, viver
a boêmia insólita d'um bairro decadente.
Não se vê o pequeno no pensamento,
apenas ilusões dezenas, centenas...
Talvez até milhares, até doer.
Ninguém esquece o presente,
e deveriam, pois há sentimento
nos crimes, como há nas penas,
embora seja difícil entender
tudo o que aqui é existente.
Por que não esquecer o momento?
Ou lembrá-lo como é apenas?
Esquecer de viver e de morrer,
e no esquecimento resistente
esquecer que não há comportamento
que seja apto a todas as cenas
da vida em seu pleno amadurecer,
não há! Não há viver permanente.
Só esquecendo o conglobamento
de emoções virtuosas e profanas,
que eclodem a cada amanhecer,
para morrer e viver impubescente.
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