segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Desordem

O céu descoloria.
Cor, arco-íris caia!
Gotículas de sapo escuro!
Púrpura semente puro.
O céu de calor ria.
Cor, arco cinza pia.
Regozija preto furo,
Bebendo teto escuro!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Raiava-se: poluto.
Ingrato. Insolente. Inconsequente.
Sentia-se mais gente que a gente,
Era mais que mais e nada além!
Era pobreza, 
ainda que em sua alteza.
Cheira sujeira, e pó de enxofre.
Até aparentava-se doce,
Mas não!
Não era nada além
De versos sem sentido
Num muro velho e desgastado
Da rua abandonada pelo tempo.