Em dias de sol, escurecia.
Em dias cinzas, floria.
Nas noites, lampejava.
Nas madrugada, existia.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Sem medida
Nunca teve medida para nada na vida. Para tudo era grande, exagerado... ou, em algumas ocasiões, pouco, nada! No primeiro amor doou-se como se fosse eterno, comprou-lhe o maior e mais caro dos diamantes e ela partiu deixando o coração estilhaçado no chão. Resolveu mudar, mas não sabendo usar nada com moderação e ainda sem medir nada, no próximo amor não amou. Apenas esteve ali, parado, sem emoção, sem tesão... Ela terminou. Ele sentiu falta do coração despedaçado de outrora, que sofria, mas ao menos sentia e voltou a amar sem medidas.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Atlas
Atlas diria, talvez, que não é o peso,
mas o sentimento além dele a tortura.
Carregar o céu pode não ser loucura,
mas não manterá ninguém ileso.
No desabrochar do sentir indefeso,
reagimos ora com pena, ora com dor,
ora simplesmente sem nenhum calor,
ora conformado, ora perdido, ora preso.
Por mais que digam da liquidez,
jaz ali a eternidade num momento.
E quem sabe sentir a sensatez
n'um agudo pesar de ressentimento,
sabe apenas que nada sabe, talvez,
pois desconhece o puro sofrimento.
mas o sentimento além dele a tortura.
Carregar o céu pode não ser loucura,
mas não manterá ninguém ileso.
No desabrochar do sentir indefeso,
reagimos ora com pena, ora com dor,
ora simplesmente sem nenhum calor,
ora conformado, ora perdido, ora preso.
Por mais que digam da liquidez,
jaz ali a eternidade num momento.
E quem sabe sentir a sensatez
n'um agudo pesar de ressentimento,
sabe apenas que nada sabe, talvez,
pois desconhece o puro sofrimento.
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